Eu sou fã dos filmes simples. Não acho que seja necessário muito pra contar bem uma história. Mas nesse caso faltou bastante. Pra ser muito sincera, eu nem sei dizer exatamente o que me incomodou mais. Se foram os figurinos que não tinham muito a ver com a locação, se foram as falas dubladas (a voz fala uma coisa e a imagem outra), o sotaque falso dos velhos italianos, os passeios sem nexo do pai da Fernanda Torres pela floresta. O final sem dúvidas me deixou decepcionada. É uma pena porque a história é interessante e o nome do filme também. Claro que dei risada e até me emocionei um pouco, mas não acreditei no que estava vendo nem por um minuto. Eu sabia o tempo todo que todos alí na telona estavam mentindo pra mim. E, uma última pergunta: era realmente necessário colocar a Camila Pitanga tirando a roupa no final? Pra mim estava muito mais interessante antes de ver a cena por inteiro.
viernes, 10 de agosto de 2007
Saneamento Básico
Eu sou fã dos filmes simples. Não acho que seja necessário muito pra contar bem uma história. Mas nesse caso faltou bastante. Pra ser muito sincera, eu nem sei dizer exatamente o que me incomodou mais. Se foram os figurinos que não tinham muito a ver com a locação, se foram as falas dubladas (a voz fala uma coisa e a imagem outra), o sotaque falso dos velhos italianos, os passeios sem nexo do pai da Fernanda Torres pela floresta. O final sem dúvidas me deixou decepcionada. É uma pena porque a história é interessante e o nome do filme também. Claro que dei risada e até me emocionei um pouco, mas não acreditei no que estava vendo nem por um minuto. Eu sabia o tempo todo que todos alí na telona estavam mentindo pra mim. E, uma última pergunta: era realmente necessário colocar a Camila Pitanga tirando a roupa no final? Pra mim estava muito mais interessante antes de ver a cena por inteiro.
lunes, 6 de agosto de 2007
Derecho de Familia
O filme é cheio de momentos emocionantes. O menininho, filho do protagonista, já faz valer a ida ao cinema. Pena que o diretor não soube dosar a quantidade de informação e acabou enfiando tudo o que queria mostrar ali. Há coisas que valeriam mais a pena esconder. Ele parece estar se justificando o tempo inteiro. Além disso, é engraçado ver como o tema do relacionamento pai-filho é recorrente nos filmes de Daniel Burman. Isso me incomodou um pouco. São inclusive os mesmos atores de Abraço Partido e me deu a sensação de que é só isso que ele sabe fazer. Claro que pode ter sido (e isso é o mais provável) a escolha dele, fazer as coisas parecidas. Mas eu senti como se estivesse fazendo parte de uma sessão de terapia. O filme me pareceu tão pessoal, feito exclusivamente pra resolver um problema dele com ele mesmo e não pra entreter as pessoas que estão ali assistindo.
Mesmo assim tem uma levada divertida. Talvez num dia de bobeira...
jueves, 26 de julio de 2007
Two Days in Paris
Rápido. Real. Divertido. O filme mostra que todos temos um lado bom e um ruim. Tira um sarro da cultura americana e francesa, sem perder a compostura. Os diálogos são super divertidos, mesmo vendo o filme em frances sem legenda eu rolei de rir. As imagens verdadeiras. Não esconde nada, mas ao mesmo tempo não entrega tudo de uma vez. É difícil escolher pra quem torcer. É difícil até saber se torcemos pra eles ficarem juntos no final ou não. Pelo menos me tranquilizou a sensação de que as brigas de namorado são sempre um pouco parecidas. Esse vai e vem é comum. Todos temos dúvidas, falamos besteira, temos segredos. É a primeira vez que vejo um filme de Julie Delpy. A película inteira é a cara dela. Senti como se estivesse ouvindo a história da sua própria boca, e de uma certa maneira eu estava mesmo. Adorei.
Ladrones
Já faz tempo que vi o filme, tenho que fazer uma forcinha pra recordar tudo. Lembro da sensação gostosa que ficou quando as letrinhas começaram a subir pela tela. É simples, barato e bem feito. Bem o meu tipo de filme. Os atores são super jovens, mas nao deixam nada a desejar, futuras promessas do cine espanhol. É o primeiro longa de Jaime Marqués e, apesar de deixar claro que ele bebeu da fonte dos grandes mestres, como Bresson (Pickpocket) e outros, o filme tem originalidade. Especialmente no que se trata da história de amor. Nos pega de surpresa. Os diálogos também tem forte influencia do cine espanhol. Outra vez ponto pro diretor. É só sentar e deixar a história rolar. Vale a pena!
martes, 19 de junio de 2007
La Vida Secreta de las Palabras
A linguagem é diferente. O tempo passa rápido, mas da pra perceber o desenvolvimento das relações entre os personagens. O que mais me impressionou foi a intensidade das emoções produzida por imagens tão simples. Fui pega de surpresa! Achei interessante como numa co-produção, com tantos países envolvidos e que normalmente costuma ser meio sem sal, a influência espanhola se fez quase onipotente. Gostei. Além disso, o fato da diretora fazer a câmera dá ao filme um tom mais pessoal, quase como se ela mesma tivesse contando a historia, ali, bem na nossa frente.
Claro que numa película de Isabel Coixet não poderia faltar os diálogos em off. Essa parte me deixou um pouco confusa. Acho que preciso assistir outra vez.
Mesmo assim, é fácil entrar na história... Relendo o que acabei de escrever, me dei conta de que por mais que tentemos expressar os sentimentos produzidos pelas imagens, as palavras nunca farão jus à emoção proporcionada pela telona, nem ao trabalho empregado em cada uma dessas produções. Ainda há tantos aspectos do filme dos quais eu queria falar. Dos atores, das cores, do fato de tudo passar num ambiente tão inóspito, do cozinheiro espanhol, dos vinte e cinco milhões de ondas...
Agora, mais do que nunca, entendi o porque do nome do filme. Em resumo, vale a pena.
domingo, 10 de junio de 2007
Rosso come il cielo
Não tenho palavras. É fechar os olhos, aguçar os ouvidos e deixar as lágrimas rolarem. Uma delícia!
Do começo ao fim o filme é uma fantasia bem real que nos aquece o coração e nos faz ver tudo de bom que deixamos de lado enquanto vivendo a vida normal, o dia a dia.
Comecei pensando "pobre menino cego" e terminei com a certeza de que pobre somos nós que deixamos escapar as sensações mais simples e, ao mesmo tempo, mais intensas que a vida nos proporciona.
O filme despertou em mim a vontade de redescobrir as coisas por outros caminhos. Recobrar a inocencia infantil e curtir a vida como ela é. Por inteiro. Em todos os sentidos.
A língua também ajuda, é impressionante como os diálogos em italiano adicionam uma emoção à história.
Adorei.
lunes, 4 de junio de 2007
TranSylvania
Ainda nao consegui formar uma opinião sobre o filme. Ri nas horas erradas. Quase chorei outras vezes. Senti o desespero da personagem de Asia Argento mas, ainda nao me convenci do porque das escolhas dela. Tive a sensação de que, na realidade, tudo foi um experimento. Gostei bastante de como Tony Gatlif joga com a origem dos personagens. Nao dá pra saber exatamente a nacionalidade deles, nem mesmo o tipo de relacionamento que eles tem. Ao mesmo tempo, isso deixa entretido e confuso o espectador desavisado, como eu ontem a noite, que sempre tende a formar uma linha de raciocínio pra filtrar as informações cedidas pelo autor da história.
A busca pelas raízes e pela identidade é tema corrente nos filmes de Gatlif. Tanto nesse, quanto em Exílios, a música assume um papel importantíssimo nessa jornada. Mas, sou obrigada a admitir que dessa vez o diretor ultrapassou meus limites. Nao quero ouvir falar em música típica romena por algum tempo.
De qualquer maneira, fiquei impressionada com a versatilidade da atriz. De Triplo X a cigana poliglota ela não deixa nada a desejar. Birol Uniel também sempre me diverte. Vi poucos filmes com ele e os papéis são sempre muito parecidos. Apesar de grotescos são graciosos e comoventes. Sempre interessantes.
Pra concluir, o filme é curioso. Ainda nao consigo falar nada mais concreto. Por enquanto, fico com Exílios.
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