O filme se resume em duas palavras: traveling (sem querer brincar com o título) e casting. Se não fossem exatamente esses três mosqueteiros tudo seria completamente diferente. E, se o movimento de câmera fosse "menos reto", tudo seria muito menos interessante. A química entre os atores é impressionante e a simplicidade dos diálogos e reações deles faz a gente sentir a história muito mais real. O que começa como uma viagem espiritual, em busca do encontro interior e das relações entre eles, acaba virando (depois de analgésicos clandestinos, muito xarope para tosse e um acidente com spray de pimenta) uma aventura por terras desconhecidas, aliada a obrigação de carregar uma enorme bagagem, literal e psíquica, da qual nossos heróis, depois de alguns rituais adaptados, conseguem feliz e excitantemente, se livrar. Que alívio!
As cores são lindas e a maneira esdrúxula de ver o mundo daquela família me fez repensar os meus próprios encontros familiares. Mas, mais do que qualquer outra coisa, o filme nos deixa entretidos, é cheio de surpresas e participações especiais que, de acordo com a atmosfera da película, não fazem o menor sentido no primeiro momento. Foi uma surpresa gostosa!
miércoles, 12 de diciembre de 2007
Viagem a Darjeeling
O filme se resume em duas palavras: traveling (sem querer brincar com o título) e casting. Se não fossem exatamente esses três mosqueteiros tudo seria completamente diferente. E, se o movimento de câmera fosse "menos reto", tudo seria muito menos interessante. A química entre os atores é impressionante e a simplicidade dos diálogos e reações deles faz a gente sentir a história muito mais real. O que começa como uma viagem espiritual, em busca do encontro interior e das relações entre eles, acaba virando (depois de analgésicos clandestinos, muito xarope para tosse e um acidente com spray de pimenta) uma aventura por terras desconhecidas, aliada a obrigação de carregar uma enorme bagagem, literal e psíquica, da qual nossos heróis, depois de alguns rituais adaptados, conseguem feliz e excitantemente, se livrar. Que alívio!
As cores são lindas e a maneira esdrúxula de ver o mundo daquela família me fez repensar os meus próprios encontros familiares. Mas, mais do que qualquer outra coisa, o filme nos deixa entretidos, é cheio de surpresas e participações especiais que, de acordo com a atmosfera da película, não fazem o menor sentido no primeiro momento. Foi uma surpresa gostosa!
viernes, 16 de noviembre de 2007
O Magnata
Bom, em primeiro lugar tenho que confessar que entrei na sala com as expectativas lá em baixo. Eu esperava ver o pior filme do ano alí na telona. E, como de costume nessas situações, não foi assim. Claro que o orçamento e a contribuição de grandes profissionais do cine ajudaram a levantar a película. A história é normal, uma sequência de planos bem cliches, a atuação da maioria dos personagens é pobre mas, no final, o filme nos deixa entretidos. O maior pecado, na minha opinião, foi enfiarem uma animação que nada tem a ver com nada no meio da história. De repente, somos jogados numa mescla de desenho animado moderno e video-game e, o que era pra ser uma viagem do protagonista, se transforma numa desculpa mal contada para a aparição do D2 e, provavelmente, uma ajuda para algum desenhista ou animador amigo do Chorão. Além disso, achei uma pena os roteiristas, entre eles Braulio Mantovani, terem se deixado levar pelo caminho mais fácil na hora de explicar o porque do comportamento do Magnata. A situação "mãe alcoolatra, pai falecido e muita grana" já foi reinventada um milhão de vezes e, dessa vez em particular, poderia ter sido melhor explorada. Mas, ver o Paulinho Vilhena em tamanho família foi tão gostoso que eu quase esqueci dessa parte. Uma coisa interessante e que poderia ter sido mais enfatizada foi o diálogo entre o protagonista e a sua própria consciência, nesse caso, o Marcelo Nova. Isso quebrou um pouco o ritmo frenético do filme e, de forma divertida mostrou o lado mais humano do personagem. Só não entendi como ele pode estar contando a própria história, mais velho, se (QUEM NAO VIU O FILME QUE PULE ESSA LINHA) ele morre no final. Fiquei com essa dúvida. De quem é o ponto de vista? Em resumo, as imagens são bonitas, a história sem surpresas...para um filme de auto-promoção do Charlie Brown até que poderia ter sido pior. Relendo tudo isso me peguei pensando: que coisa, será que estamos tão acostumados com a decepção (e segurança) do "extremamente previsível" que acabamos nivelando as nossas opiniões "por baixo" como dizem por aí? Acho que caí na armadilha...
viernes, 9 de noviembre de 2007
December Boys (Um Verao Para Toda Vida)
Fui sem grandes expectativas, talvez por isso eu tenha me surpreendido. O filme é simples, pequeno, mas interessante. Bem na levada australiana. Acho que o que mais me satisfez foi o fato de que apesar de ser uma história sobre meninos novinhos, que normalmente aprontam, criam situações problemáticas e acabam se prejudicando por isso, nenhum deles fez o bastante para abalar as relações com os mais velhos ou mesmo entre eles. Em momento algum fiquei com raiva da atitude dos pequenos. Diferente do que normalmente acontece nos filmes com crianças, eles se comportaram muito bem, e apesar disso a história continuou emocionante. O mais difícil foi conseguir desvincular a figura do Harry Potter do nosso ator principal e, seguindo essa linha, acreditar que com aquele corpo e pelos nas pernas ele ainda não tinha dezoito anos, a idade limite para viver no orfanato. Deixando esses pequenos detalhes de lado, foi uma surpresa agradável.
lunes, 10 de septiembre de 2007
Cidade dos Homens
O filme é uma delícia de assistir. O ritmo é gostoso, as cenas são lindas, os atores são bons. Como eu não vi a série, fica mais difícil comentar. A única coisa que me incomodou um pouco foi a falta de um propósito para a história toda. Senti como se o roteiro fosse só uma desculpa para fazer um filme e não uma história que precisasse ser contada.
Vale a pena num domingo preguiçoso. E, talvez, se eu estivesse interada, poderia ter escrito mais sobre a pelicula.
viernes, 10 de agosto de 2007
Saneamento Básico
Eu sou fã dos filmes simples. Não acho que seja necessário muito pra contar bem uma história. Mas nesse caso faltou bastante. Pra ser muito sincera, eu nem sei dizer exatamente o que me incomodou mais. Se foram os figurinos que não tinham muito a ver com a locação, se foram as falas dubladas (a voz fala uma coisa e a imagem outra), o sotaque falso dos velhos italianos, os passeios sem nexo do pai da Fernanda Torres pela floresta. O final sem dúvidas me deixou decepcionada. É uma pena porque a história é interessante e o nome do filme também. Claro que dei risada e até me emocionei um pouco, mas não acreditei no que estava vendo nem por um minuto. Eu sabia o tempo todo que todos alí na telona estavam mentindo pra mim. E, uma última pergunta: era realmente necessário colocar a Camila Pitanga tirando a roupa no final? Pra mim estava muito mais interessante antes de ver a cena por inteiro.
lunes, 6 de agosto de 2007
Derecho de Familia
O filme é cheio de momentos emocionantes. O menininho, filho do protagonista, já faz valer a ida ao cinema. Pena que o diretor não soube dosar a quantidade de informação e acabou enfiando tudo o que queria mostrar ali. Há coisas que valeriam mais a pena esconder. Ele parece estar se justificando o tempo inteiro. Além disso, é engraçado ver como o tema do relacionamento pai-filho é recorrente nos filmes de Daniel Burman. Isso me incomodou um pouco. São inclusive os mesmos atores de Abraço Partido e me deu a sensação de que é só isso que ele sabe fazer. Claro que pode ter sido (e isso é o mais provável) a escolha dele, fazer as coisas parecidas. Mas eu senti como se estivesse fazendo parte de uma sessão de terapia. O filme me pareceu tão pessoal, feito exclusivamente pra resolver um problema dele com ele mesmo e não pra entreter as pessoas que estão ali assistindo.
Mesmo assim tem uma levada divertida. Talvez num dia de bobeira...
jueves, 26 de julio de 2007
Two Days in Paris
Rápido. Real. Divertido. O filme mostra que todos temos um lado bom e um ruim. Tira um sarro da cultura americana e francesa, sem perder a compostura. Os diálogos são super divertidos, mesmo vendo o filme em frances sem legenda eu rolei de rir. As imagens verdadeiras. Não esconde nada, mas ao mesmo tempo não entrega tudo de uma vez. É difícil escolher pra quem torcer. É difícil até saber se torcemos pra eles ficarem juntos no final ou não. Pelo menos me tranquilizou a sensação de que as brigas de namorado são sempre um pouco parecidas. Esse vai e vem é comum. Todos temos dúvidas, falamos besteira, temos segredos. É a primeira vez que vejo um filme de Julie Delpy. A película inteira é a cara dela. Senti como se estivesse ouvindo a história da sua própria boca, e de uma certa maneira eu estava mesmo. Adorei.
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