jueves, 26 de julio de 2007

Two Days in Paris

Rápido. Real. Divertido. O filme mostra que todos temos um lado bom e um ruim. Tira um sarro da cultura americana e francesa, sem perder a compostura. Os diálogos são super divertidos, mesmo vendo o filme em frances sem legenda eu rolei de rir. As imagens verdadeiras. Não esconde nada, mas ao mesmo tempo não entrega tudo de uma vez. É difícil escolher pra quem torcer. É difícil até saber se torcemos pra eles ficarem juntos no final ou não. Pelo menos me tranquilizou a sensação de que as brigas de namorado são sempre um pouco parecidas. Esse vai e vem é comum. Todos temos dúvidas, falamos besteira, temos segredos. É a primeira vez que vejo um filme de Julie Delpy. A película inteira é a cara dela. Senti como se estivesse ouvindo a história da sua própria boca, e de uma certa maneira eu estava mesmo. Adorei.

Ladrones

Já faz tempo que vi o filme, tenho que fazer uma forcinha pra recordar tudo. Lembro da sensação gostosa que ficou quando as letrinhas começaram a subir pela tela. É simples, barato e bem feito. Bem o meu tipo de filme. Os atores são super jovens, mas nao deixam nada a desejar, futuras promessas do cine espanhol. É o primeiro longa de Jaime Marqués e, apesar de deixar claro que ele bebeu da fonte dos grandes mestres, como Bresson (Pickpocket) e outros, o filme tem originalidade. Especialmente no que se trata da história de amor. Nos pega de surpresa. Os diálogos também tem forte influencia do cine espanhol. Outra vez ponto pro diretor. É só sentar e deixar a história rolar. Vale a pena!

martes, 19 de junio de 2007

La Vida Secreta de las Palabras

A linguagem é diferente. O tempo passa rápido, mas da pra perceber o desenvolvimento das relações entre os personagens. O que mais me impressionou foi a intensidade das emoções produzida por imagens tão simples. Fui pega de surpresa! Achei interessante como numa co-produção, com tantos países envolvidos e que normalmente costuma ser meio sem sal, a influência espanhola se fez quase onipotente. Gostei. Além disso, o fato da diretora fazer a câmera dá ao filme um tom mais pessoal, quase como se ela mesma tivesse contando a historia, ali, bem na nossa frente. Claro que numa película de Isabel Coixet não poderia faltar os diálogos em off. Essa parte me deixou um pouco confusa. Acho que preciso assistir outra vez. Mesmo assim, é fácil entrar na história... Relendo o que acabei de escrever, me dei conta de que por mais que tentemos expressar os sentimentos produzidos pelas imagens, as palavras nunca farão jus à emoção proporcionada pela telona, nem ao trabalho empregado em cada uma dessas produções. Ainda há tantos aspectos do filme dos quais eu queria falar. Dos atores, das cores, do fato de tudo passar num ambiente tão inóspito, do cozinheiro espanhol, dos vinte e cinco milhões de ondas... Agora, mais do que nunca, entendi o porque do nome do filme. Em resumo, vale a pena.

domingo, 10 de junio de 2007

Rosso come il cielo

Não tenho palavras. É fechar os olhos, aguçar os ouvidos e deixar as lágrimas rolarem. Uma delícia! Do começo ao fim o filme é uma fantasia bem real que nos aquece o coração e nos faz ver tudo de bom que deixamos de lado enquanto vivendo a vida normal, o dia a dia. Comecei pensando "pobre menino cego" e terminei com a certeza de que pobre somos nós que deixamos escapar as sensações mais simples e, ao mesmo tempo, mais intensas que a vida nos proporciona. O filme despertou em mim a vontade de redescobrir as coisas por outros caminhos. Recobrar a inocencia infantil e curtir a vida como ela é. Por inteiro. Em todos os sentidos. A língua também ajuda, é impressionante como os diálogos em italiano adicionam uma emoção à história. Adorei.

lunes, 4 de junio de 2007

TranSylvania

Ainda nao consegui formar uma opinião sobre o filme. Ri nas horas erradas. Quase chorei outras vezes. Senti o desespero da personagem de Asia Argento mas, ainda nao me convenci do porque das escolhas dela. Tive a sensação de que, na realidade, tudo foi um experimento. Gostei bastante de como Tony Gatlif joga com a origem dos personagens. Nao dá pra saber exatamente a nacionalidade deles, nem mesmo o tipo de relacionamento que eles tem. Ao mesmo tempo, isso deixa entretido e confuso o espectador desavisado, como eu ontem a noite, que sempre tende a formar uma linha de raciocínio pra filtrar as informações cedidas pelo autor da história. A busca pelas raízes e pela identidade é tema corrente nos filmes de Gatlif. Tanto nesse, quanto em Exílios, a música assume um papel importantíssimo nessa jornada. Mas, sou obrigada a admitir que dessa vez o diretor ultrapassou meus limites. Nao quero ouvir falar em música típica romena por algum tempo. De qualquer maneira, fiquei impressionada com a versatilidade da atriz. De Triplo X a cigana poliglota ela não deixa nada a desejar. Birol Uniel também sempre me diverte. Vi poucos filmes com ele e os papéis são sempre muito parecidos. Apesar de grotescos são graciosos e comoventes. Sempre interessantes. Pra concluir, o filme é curioso. Ainda nao consigo falar nada mais concreto. Por enquanto, fico com Exílios.

lunes, 28 de mayo de 2007

Pirates of the Caribean: At World's End

Outro blockbuster no terceiro volume, outra decepção. A verdade é que eu fiquei entediada durante o filme. Isso é praticamente impossível quando se tratando de uma produção como essa, ainda mais com a aparição "surpresa" de Keith Richards, num papel feito sob encomenda pra esse imortal do rock. Mas é a realidade. Não posso deixar de admitir que o filme tem cenas interessantes, diferentes, que me chamaram a atenção. Coisas novas, experimentais até pro cinema hollywoodiano. Um inferno todo branco, closes super diferentes, cores com as quais nao estamos acostumados. No começo fiquei impressionada e divertida. Mas são tantos acordos, tantas viradas, tanta informação que acabei me perdendo e as cenas de batalha ficaram sem sentido pra mim. Muita coisa acontece e muito rapido. Parece que quiseram enfiar surpresas atrás de surpresas pra deixar o espectador entretido mas isso acabou me confundindo e produzindo o efeito contrário. Sem falar na mensagem clara de que o quarto episódio já está engatilhado. Na telona vale pelos efeitos e por todas aquelas cenas diferentes. Mas acho que o sofá seria a escolha certa pra passar essas tres horas na companhia do Captain Jack Sparrow.

domingo, 20 de mayo de 2007

Joe versus the Volcano

Calma, calma! Eu ainda nao enlouqueci. Culpe a ressaca e as saídas a noite para ver o Moby tocar… Nunca tinha parado para prestar atencao nesse filme. Ainda mais com esse nome e esse cartaz. Mas, como dependia da programacao estranha da televisao española, eu nao tinha outra opcao essa tarde. Nem cogitava a hipótese de sair de casa depois da festa de ontem, entao resolvi aceitar a companhia de Joe Banks por uma hora e meia e ver até aonde ele poderia me levar. Me surpreendi. Foi muito mais interessante do que eu podia imaginar. Cenas lindas, bem planejadas e divertidas. A iniciante Meg Ryan em vários papéis e corpos diferentes. Um Tom Hanks novinho seguindo a trajetória, no estilo conto de fadas, de um homem normal que se torna herói ao confrontar sua própria mortalidade. A história surreal faz com que a gente perdoe e até goste dos decorados mal feitos e todas as outras falsidades que vencem a producao e aparecem descaradamente. Para os curiosos... USA, 1990. Dir.: John Patrick Shanley. Eu nunca tinha visto nada desse diretor. Pelo que pesquisei ele é roteirista de televisao e nunca fez outro filme. Volto a dizer: sessao da tarde! Mas com um tempero diferente. Eu aproveitei.